Brasil - Consumo de Tecnología
BRASIL - CONSUMO - JOVENS
Futuro do consumo está nas mãos dos jovens.
O Brasil tem hoje uma população de 81,3 milhões de jovens com idade até 23 anos, dos quais 71% têm aparelho celular e uma renda própria total de R$ 30 bilhões anuais e influência nos gastos dos pais de R$ 94 bilhões por ano. É esse público, mapeado pelo Data Popular, com base em dados do Ibope e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o alvo de inúmeras ações de empresas e agências de publicidade.
No próximo sábado e domingo, por exemplo, a agência Na Mosca, criada há dois anos por Lasar Segall Neto e Alfredo Motta para atuar exclusivamente no marketing universitário, realiza, em Juqueí, no litoral norte do Estado de São Paulo, o 1º Spring Break. O evento segue os moldes da maior festa universitária americana, que mobiliza os Estados Unidos. Na programação, esportes de areia, bandas, DJs e trio elétrico. E atrás do trio elétrico, empresas como Skol, Jontex, Claro, Motorola, Fast Shop, Fridays, Guaraná Antarctica e Guaraná Antarctica Zon e Cargill (com a maionese Liza).
Para Motta, esse público é importante pela capacidade que tem de difundir idéias e marcas, apesar da renda média do universitário brasileiro girar em R$ 300 mensais, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o que representa R$ 13 bilhões por ano. "É uma parcela importante para empresas com foco no consumidor jovem e que querem, desde já, fidelizar o consumidor, que quando adulto poderá optar por produtos pelos quais tem simpatia", diz Segall Neto.
Segundo pesquisa realizada pela Na Mosca no fim do ano passado, 71% dos jovens universitários paulistas tinham celular, 44% possuíam carro e 63% já tinham conta bancária. Em 2005, estes números apresentaram um crescimento: foi constatado que 83% dos jovens possuem celular e 66,7%, conta em banco. Os provedores também foram contemplados na pesquisa, indicando que 100% dos jovens têm e-mail.
Haroldo Torres, sócio-diretor do Data Popular, diz que, para cada pessoa de classe A, temos 5,5 pessoas de classes D/E e, para cada criança de classe A, temos 10,5 crianças de classes D/E. "Quem quiser vender volumes significativos no mercado infanto-juvenil terá que vender para os mercados de baixa renda, ou verá seu mercado se tornar, crescentemente, um pequeno nicho", diz Torres. Para o publicitário, o futuro do consumo passa pelas classes C, D e E.
O Data Popular aponta o computador como o principal objeto do desejo de jovens entre 12 e 14 anos, enquanto os de 15 a 20 anos preferem investir num carro e, se não der, num celular novo. Os jovens também gostam mais de comprar roupas de marcas (55%) que a população geral (33%). Motta, da Na Mosca, diz que o vestuário é a maior preocupação entre os universitários, seguido de entretenimento, alimentação, comunicação e transporte.
O Ibope Mídia, em pesquisa concluída recentemente, chama a atenção do setor financeiro para esse público, face à concentração nas classes A e B, que faz com que apenas 13% dos jovens entre 20 e 24 anos tenham conta em banco e 14% cartão de crédito, sendo que 73% dos usuários são das classes A e B. Ou seja, há um mercado importante a ser explorado.
Fonte: Yahoo Noticias

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