Brasil - Crescimento de TI
Primeiro semestre do ano que vem deve concentrar os investimentos
Previsao e de que o segmento de TI mantenha a taxa de crescimento entre 10% e 15%
O mercado sinalizou e o setor de tecnologia gaúcho conseguiu construir este ano a base para um trabalho em conjunto entre todas as entidades. Tem sido uma alternativa interessante para um setor que tem crescido entre 10% e 15% a cada ano conseguir que as suas reivindicações sejam ouvidas pelo poder público. “Tivemos um bom começo, mesmo em um ano muito difÃcil. Ao somar forças, conseguimos sustentar posicionamentos, incentivar a criação de parques tecnológicos e qualificar o projeto setorial do softwareâ€Â?, relata
o presidente do Conselho das Entidades de Tecnologia da Informação (Ceti), Cesar Leite. No Brasil, este mercado movimenta, em conjunto com o de telecomunicações, aproximadamente US$ 60 milhões por ano.
Se este ano a valorização do real e a crise na agricultura e no setor calçadista foram sentidos, a meta para 2006 é acelerar e deixar bons negócios engatilhados antes da Copa do Mundo e das Eleições. “O próximo ano será o contrário do que normalmente acontece, já que esperamos que os seis primeiros meses concentrem cerca de 60% dos negócios realizadosâ€Â?, estima.
Por outro lado, a criação de novos pólos e parques tecnológicos no Rio Grande do Sul tem apresentado uma nova realidade no setor. O acesso e manutenção à mão-de-obra qualificada, por exemplo, continua sendo um dos desafios para as empresas.
Leite diz que já se pode chamar a situação de concorrência predatória.
O presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio Grande do Sul (Seprorgs), Renato Turk Faria, relata que a estimativa é de existam entre 50 mil e 60 mil pessoas trabalhando no setor, para um total de aproximadamente 10 mil empresas. “É um segmento que emprega pouco se comparado com outros como a indústria ou agronegócios, mas, que tem uma caracterÃstica diferente na medida em que os funcionários são qualificados e bem remuneradosâ€Â?, constata.
O presidente da Softsul, José Antonio Antonioni, alerta que o cenário atual tem obrigado as empresas nacionais a se unirem para preservar o mercado. Ele cita uma pesquisa recente que mostrou que as principais fornecedoras de serviços em TI do Brasil são multinacionais. “Para fazer frente, é preciso trabalhar em conjunto e ter uma estratégia consolidada de atuaçãoâ€Â?, sugere.
O presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro-RS), Jorge Branco, comemora que o Rio Grande do Sul esteja conseguindo ser protagonista de muitas ações do setor e que iniciativas como o Tecnopuc tem servido de exemplo para outros estados. “Temos tido ações muito positivas e, em contrapartida, já percebemos um grande amadurecimento dos fornecedores e dos clientes de TIâ€Â?, diz.
O presidente da Sucesu-RS (Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações), Roberto Petry, defende que a união das entidades em torno de objetivos comuns tem sido benéfica também melhorar o relacionamento das empresas com os clientes de tecnologia. Já o presidente da Internetsul, Adalberto Schiehll, infoma que cerca de 20% das residências do Estado tem internet e 50% das empresas possuem um site. O crescimento do setor em 2006, segundo ele, estará nos acessos de internet banda larga, de alta velocidade.
Para os próximos anos, Cesar Leite diz que um dos objetivos do setor de tecnologia é o de que, além de uma polÃtica econômica estável, sejam disponibilizados sistemas jurÃdicos menos complexos. “Prestamos serviços para todos os setores e é fundamental que as leis sejam claras e passÃveis de interpretações uniformesâ€Â?, observa. Outra reivindicação das companhias tem relação com as dificuldades de financiamento em TI. “Ouvimos muitas conversas das instituições públicas de financiamento, porém, por mais que as empresas de esforcem, não levamâ€Â?, constata.
Fonte: Jornal do Comercio

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