Este foi o segundo ano consecutivo de crescimento das vendas do comércio brasileiro, embora a expansão não tenha sido tão elevada como a de 2004, quando o volume de vendas aumentou 9,25%, segundo o IBGE.
Nos três exercícios anteriores, o setor teve um desempenho negativo. Em 2001, as vendas a varejo caíram 1,57%. Em 2002, a contração foi de 0,70% e, em 2003, de 3,67%.
Em valores, as vendas aumentaram 10,15% no ano passado em comparação com 2004, sem levar em conta a inflação, que foi de 5,67% no ano.
O comércio garantiu bom desempenho no ano passado graças, principalmente, ao aumento de 16,02% no volume de vendas de eletrodomésticos e móveis em 2005 em relação a 2004, quando já tinham crescido 26,41%.
O setor com melhor resultado, no entanto, foi o de equipamentos e material de escritório, informática e comunicação, cujas vendas aumentaram 54,01% no ano passado.
Segundo os analistas do IBGE, como ocorreu em 2004, o aumento das vendas em 2005 obedeceu principalmente a uma melhoria da oferta de crédito e aos programas oficiais que facilitaram aos assalariados solicitar empréstimos nos bancos.
A depreciação do dólar, que começou 2005 cotado a R$ 2,67 e fechou o ano em R$ 2,2, também incentivou as vendas de produtos importados.
O aumento do crédito não só favoreceu a venda de eletrodomésticos e móveis, mas também a de artigos de uso pessoal e doméstico (entre eles brinquedos, material esportivo e produtos de lojas de departamentos), com um crescimento de 14,82%.
A redução do desemprego e o aumento da renda dos trabalhadores permitiram que as vendas de alimentos e bebidas crescessem 2,93% no ano passado.
Os únicos setores que registraram uma diminuição no volume de vendas no ano passado foram o de combustíveis e lubrificantes (-7,40%) e o de material de construção (-6,06%).
Em dezembro de 2005, o volume de vendas cresceu 1,19% em relação a novembro e 4,28% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi o melhor resultado no segundo semestre de 2005.
Fonte: Yahoonews

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